ANSIEDADE E DEPRESSÃO ENTRE ESTUDANTES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO APÓS O RETORNO AO ENSINO PRESENCIAL DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19

Nome: BRUNA MARTINS SILVA

Data de publicação: 19/04/2023

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
DYEGO CARLOS SOUZA ANACLETO DE ARAUJO Coorientador
DYEGO CARLOS SOUZA ANACLETO DE ARAUJO Presidente
PATRÍCIA MELO AGUIAR Examinador Externo
WALLERI CHRISTINI TORELLI REIS Examinador Externo

Resumo: Introdução. A pandemia da doença causada pelo novo coronavírus 2019 (COVID-19) suscitou alterações no comportamento e na rotina de estudantes universitários, o que impactou no desenvolvimento de uma série de transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Apesar do impacto desses transtornos no desempenho acadêmico, até o presente momento, não existem estudos que investiguem essa problemática entre estudantes universitários brasileiros após o retorno ao ensino presencial. Objetivo. Compreender aspectos relacionados aos sintomas de ansiedade e depressão em estudantes universitários após o retorno ao ensino presencial durante a pandemia por COVID-19. Método. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, realizado entre julho e agosto de 2022. Foram incluídos estudantes universitários, maiores de 18 anos, vinculados à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). A amostragem foi realizada por conveniência e a coleta de dados foi realizada por meio de um questionário implementado na plataforma online SurveyMonkey. Foram coletados dados sociodemográficos e dados relacionados ao uso de intervenções farmacológicas e não farmacológicas utilizadas para tratamento de sintomas de ansiedade e depressão. Além disso, os estudantes responderam os questionários de triagem e avaliação da gravidade de sintomas de ansiedade e depressão: General Anxiety Disorder (GAD-7) e Patient Health Questionnaire-9 (PHQ-9). Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Resultados. Participaram do estudo 1103 estudantes. A partir dos resultados das escalas GAD-7 e PHQ-9, observou-se que 8,3% (n= 92) dos estudantes apresentavam escores compatíveis com ansiedade, 14,7% (n= 162) escores compatíveis com depressão e 56,7% (n= 625) escores compatíveis com ansiedade e depressão simultaneamente. Além disso, 422 (38,3%) dos estudantes apresentaram pensamentos relacionados à automutilação ou suicídio nos últimos quinze dias. Observou-se que 37% (n=409) dos participantes relataram possuir diagnóstico prévio de ansiedade e/ou depressão. Em relação ao tratamento da ansiedade e depressão 62,3% (n= 255) dos estudantes relataram fazer uso de intervenções farmacológicas, sendo os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (64,2%; n=164), os benzodiazepínicos (45,1%; n=115) e os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (23,5%; n= 60) os mais citados. Intervenções não-farmacológicas também foram citadas, como a psicoterapia (36,7%; n= 150), a meditação (14,9%; n= 61) e yoga (6,4%; n=26). Conclusão. Através dos dados encontrados pode-se concluir que uma alta frequência de estudantes apresentaram escores compatíveis com ansiedade e/ou depressão e a intervenção mais utilizada para alívio dos sintomas desses transtornos tem sido a farmacológicas. Por isso, é fundamental o engajamento da universidade para garantia de proteção, promoção e recuperação da saúde mental dos estudantes durante e após a pandemia de COVID-19.

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