Impacto do Serviço de Acompanhamento Farmacoterapêutico nos Desfechos em Saúde de Pacientes com Hipertensão Arterial: Protocolo de Ensaio Clínico e Dados Preliminares

Nome: MARIA PAULA DEBONA VIEIRA

Data de publicação: 21/08/2023

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
GENIVAL ARAUJO DOS SANTOS JUNIOR Presidente
HELENA HIEMISCH LOBO BORBA Examinador Externo
KERILIN STANCINE SANTOS ROCHA Coorientador
TATIANNE MOTA BATISTA Examinador Externo
VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO Examinador Externo

Resumo: Introdução. A hipertensão arterial (HA) é uma condição crônica de saúde que normalmente exige o uso de medicamentos, entretanto este uso não é isento de riscos. Neste cenário, o serviço de acompanhamento farmacoterapêutico configura-se como uma estratégia que pode melhorar os desfechos em saúde de pessoas com HA. Apesar disso, há poucos estudos de alta evidência científica sobre esta temática. Objetivo. Avaliar os dados preliminares do impacto do serviço de acompanhamento farmacoterapêutico nos desfechos em saúde de pacientes com hipertensão arterial. Método. Este estudo foi realizado em duas etapas. A primeira consistiu na elaboração de um protocolo de um ensaio clínico randomizado, de junho a dezembro de 2021. E a segunda etapa foi a avaliação preliminar de seis meses de pacientes com HA, que atenderam aos critérios de elegibilidade. Eles foram randomizados aleatoriamente na proporção de 1:1 para o grupo intervenção ou controle, que receberam o serviço de acompanhamento farmacoterapêutico e os cuidados usuais, respectivamente, durante 12 meses. Ambos os grupos tiveram os desfechos primários (pressão arterial e qualidade de vida) e secundários (conhecimento sobre a farmacoterapia, conhecimento sobre HA, adesão à farmacoterapia, perfil antropométrico e desfechos clínicos) avaliados em dois momentos com seis meses de intervalo entre eles. Considerações éticas foram observadas (número de registro CAAE 13586319.6.0000.8151 | Parecer n° 4.732.878). As análises estatísticas foram realizadas através do teste t de Student para amostras independentes investigando a diferença das médias dos desfechos avaliados entre os grupos intervenção e controle no T0 (baseline) e T6. Resultados: Na primeira etapa foi proposto um protocolo de ensaio clínico randomizado simples cego, seguindo as recomendações do Standard Protocol Items: Recommendations for Interventional Trials e do Consolidated Standards of Reporting Trials, que foi registrado no The Brazilian Clinical Trials Registry (ReBEC) (número de registro RBR-4c53f3m). Na segunda etapa a avaliação preliminar mostrou que após seis meses do início do estudo não foram encontradas diferenças significativas em nenhuma das variáveis estudadas quando comparamos o grupo controle e grupo intervenção. Entretanto, ao realizar análises intragrupo, foi possível observar que os pacientes do grupo intervenção tiveram melhoras em exames laboratoriais e na qualidade de vida após seis meses de acompanhamento, sendo observado uma diminuição da PA sistólica (-8,50 mmHg p= 0,04), colesterol total (-11,94 mg/dL p=0,05) e LDL (-12,21 mg/dL P=0,01), também teve aumento do conhecimento sobre hipertensão (HK-LS) (1,62 p=0,001) e melhora na qualidade de vida (MINICHAL) em dois parâmetros, mental (2,79 p=0,02) e manifestações somáticas (1,62 p=0,03), Já o grupo controle teve melhora apenas no que se refere ao conhecimento sobre HA (HK-LS) ( P=0,001). Conclusão: Apesar de não ter sido encontrado diferenças estatisticamente significativas quando comparamos o grupo controle e o intervenções na análise preliminar, as mudanças encontradas no grupo intervenção mostram um resultado positivo relacionado ao serviço de acompanhamento farmacoterapêutico com potencial melhora nos resultados ao ser realizado a análise em 12 meses.

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